5 simples fatos sobre o Cigarro Eletrônico

1 – O que é o cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico é um aparelho que transforma em vapor a nicotina diluída em líquidos específicos (como o propilenoglicol, por exemplo).

A nicotina é a principal substância responsável pelo vício causado pelo cigarro, e por isso o cigarro eletrônico vem sendo vendido como uma forma de deixar o vício, apesar de especialistas discordarem e não considerarem o cigarro eletrônico como uma técnica para parar de fumar nicotina.

O cigarro eletrônico foi inventado em 2003 por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, com a intenção de diminuir o consumo da nicotina, sem que o tabaco fosse queimado, evitando assim e eliminação das outras mais de 4.700 substâncias produzidas nessa queima.

cigarro eletrônico

O aparelho funciona com o uso de refis, e eles nem sempre precisam ter nicotina em sua solução. Alguns desses refis têm sabores como chocolate, menta e morango, o que os ajuda a se tornarem mais palatáveis.

2 – Como funciona o cigarro eletrônico

A ideia do cigarro eletrônico é imitar a sensação de um cigarro normal que todos conhecem, mas usando apenas a nicotina como princípio ativo. Assim, o cigarro eletrônico se diz livre das outras mais de 4.700 substâncias que são produzidas da queima do tabaco no ato de fumar, sendo que várias são prejudiciais à nossa saúde, causando câncer de pulmão, por exemplo.

A nicotina é diluída em uma substância líquida, normalmente o composto propilenoglicol. Essa mistura é colocada em refis, que são armazenados em um reservatório dentro do aparelho. Esse reservatório é ligado a um vaporizador (narguile), que transforma o líquido em fumaça. Na extremidade que corresponderia ao filtro, o usuário pode tragar esse vapor, como se estivesse fumando um cigarro comum.

Alguns cigarros eletrônicos tem uma luz de LED na outra ponta, que se acende quando o vaporizador está funcionando, fazendo com que o dispositivo se pareça mais ainda a um cigarro comum.

3 – Polêmicas sobre o cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico não é considerado pelos profissionais de saúde como uma técnica para parar de fumar, o que muitas vezes é confundido pelos usuários.

Sua venda é proibida no Brasil pela Anvisa, desde 2009, justamente por não haverem provas e testes que comprovem seu uso ser seguro.

Muitos brasileiros o utilizam, pois ele pode ser facilmente obtido em outros países em que sua venda é autorizada, como os Estados Unidos.

Não há comprovação científica de que o cigarro eletrônico seja menos perigoso que o cigarro comum.

Outro fator importante é a qualidade do refil ou do próprio aparelho.

Não se sabe também se a fumaça emitida por esses aparelhos é segura para quem está em volta da pessoa que esta utilizando. Por isso, a Anvisa o considera um dispositivo que libera substâncias derivadas do tabaco, e o cigarro eletrônico está sujeito às mesmas restrições e regras que o cigarro comum em ambientes públicos.

4 – Restrições ao uso do cigarro eletrônico

Como a Anvisa considera o cigarro um produto que libera fumaça de derivados do tabaco (nicotina), as restrições e leis contra o cigarro normal também valem para ele. Por isso, vemos ambientes propícios e regulamentados para o consumo em grupos ou em lugares públicos

5 – Efeitos colaterais do cigarro eletrônico

Ainda não existem estudos recentes que mostrem as consequências à exposição à nicotina em longo prazo no uso do cigarro. Não se sabe quais podem ser os efeitos colaterais do uso do cigarro, nem mesmo se ele é contraindicado a alguma pessoa.

É comum que os usuários relatem sintomas como dores de garganta ou falta de ar ao usarem algumas marcas desse aparelho.